top of page

Enquanto o mês de novembro desacelera o ritmo da cidade com seus feriados prolongados, o Museu Oscar Niemeyer (MON) segue firme em seu propósito de ser um espaço de respiro, contemplação e descoberta. Nos dias 15 e 20 de novembro, o museu funcionará normalmente, das 10h às 18h (com entrada até 17h30), recebendo o público com o mesmo encanto que faz dele um dos cartões-postais mais visitados do Paraná — e o maior museu de arte da América Latina.



As salas estarão repletas de narrativas visuais diversas: a exuberância de “Através”, de Mariana Palma, que explora transparências e texturas em um universo entre o sonho e o real; a ironia bem-humorada de “Teia à Toa”, do artista Barrão; e o mergulho cinestésico de “Sonhos de Cinema: Arte para a Sétima Arte”, uma homenagem ao diálogo entre a tela do cinema e o gesto artístico.


Também estão em cartaz “Veemente”, de Gabriel de la Mora, que investiga matéria, tempo e transformação; “Pure Gold – Upcycled! Upgraded!”, que repensa o consumo por meio da arte sustentável; e as impactantes mostras “Afeganistão – Tapetes de Paz e Guerra”, “Trilhos e Traços – Poty 100 anos”, “África, Expressões Artísticas de um Continente”, “Ásia: A Terra, os Homens, os Deuses – Colonialismo” e “O Mundo Mágico dos Ningyos”, dedicada à tradição japonesa das bonecas que encantam gerações.


Entre uma galeria e outra, vale a pausa no Pátio das Esculturas, um espaço a céu aberto onde o concreto de Niemeyer conversa com o céu de Curitiba, e no Espaço Niemeyer, dedicado à genialidade do arquiteto. O “MON sem Paredes”, por sua vez, continua levando arte para além do edifício — um convite para enxergar a cidade como extensão do museu.


Quem acompanha o MON sabe que o espaço vem consolidando um histórico invejável de grandes exposições: já recebeu nomes como Tarsila do Amaral, Candido Portinari, Frida Kahlo, Joan Miró, Ai Weiwei e Yayoi Kusama, além de mostras memoráveis como “Di Cavalcanti – Modernista Popular”, “Mondrian e o Movimento De Stijl” e “Mulheres Radicais – Arte Latino-Americana”. Cada uma delas ampliou o diálogo entre o público paranaense e o mundo, reafirmando o museu como ponto de encontro entre culturas, tempos e linguagens.


Mais do que um roteiro para o feriado, visitar o MON é experimentar a arte em sua forma mais viva — aquela que provoca, encanta e transforma.

Serviço Museu Oscar Niemeyer (MON)Aberto normalmente nos dias 15 e 20 de novembro, das 10h às 18h, com entrada até 17h30.Endereço: Rua Marechal Hermes, 999 – Centro Cívico – Curitiba Mais informações: www.museuoscarniemeyer.org.br

 
 

Por trás de cada medalha conquistada e de cada uniforme suado há uma rede silenciosa de olheiros, treinadores e educadores que enxergam o talento antes que ele brilhe. Nos clubes e colégios do Paraná, essa vocação se renova a cada geração — em quadras, piscinas e ginásios onde crianças e adolescentes aprendem que o esporte é mais do que competição: é formação, disciplina e propósito.



No Clube Curitibano, por exemplo, o trabalho de base é tratado como investimento de longo prazo. Nas piscinas e quadras de basquete e vôlei, o olhar técnico dos treinadores busca mais do que força ou altura — procura disciplina, persistência e vontade de aprender. “A gente não forma apenas campeões, forma gente que entende o valor do esforço”, costuma dizer um dos coordenadores de esportes do clube, sintetizando o espírito que se espalha por todo o sistema esportivo curitibano.


O Santa Mônica Clube de Campo segue na mesma trilha. Suas equipes de natação e ginástica rítmica já revelaram atletas que hoje representam o Paraná em competições nacionais. Lá, a peneira é diária: técnicos observam crianças desde os seis anos, acompanhando evolução técnica, comportamento e, principalmente, paixão pelo esporte. “O brilho no olhar ainda vale mais do que o tempo no cronômetro”, comenta um dos treinadores veteranos.


No Círculo Militar do Paraná, a tradição de formar talentos segue viva. Da esgrima ao judô, o clube é reconhecido por unir estrutura esportiva e formação humana. Muitos atletas que hoje despontam em equipes universitárias começaram ali, em equipes de base, acompanhados por professores que enxergaram potencial onde muitos veriam apenas um aluno esforçado.


Já o Thalia, um dos clubes mais antigos de Curitiba, mantém vivo o espírito comunitário do esporte. Ali, o olheiro é quase um vizinho: conhece as famílias, acompanha as crianças na escola e vê o amadurecimento esportivo acontecer naturalmente. Do vôlei ao tênis de mesa, o clube investe em competições locais que servem como vitrine para jovens talentos.


Mas talvez o celeiro mais fértil do esporte paranaense esteja nas escolas. Colégios como Positivo, Bom Jesus e Marista tratam o esporte não apenas como atividade extracurricular, mas como parte da formação integral. Em torneios estudantis, técnicos e professores atuam como verdadeiros caçadores de potencial. Uma corrida bem feita, um salto preciso, uma defesa instintiva — tudo vira sinal de que ali pode estar o próximo destaque do futsal, da natação ou da ginástica.


Dezenas de outros colégios como o Medianeira, o Dom Bosco e o Bagozzi também mantêm programas que identificam jovens talentos e os conectam com clubes parceiros. Essa integração entre o ensino e o treinamento é o que diferencia o Paraná: aqui, o esporte é tanto um caminho para o alto rendimento quanto uma ferramenta de cidadania.


E é justamente esse olhar atento, paciente e humano — aquele que percebe o talento antes da medalha — que faz dos clubes e colégios do Paraná um exemplo de formação esportiva. Em cada atleta que sobe ao pódio, há uma história que começou com um professor, um treinador e um sonho compartilhado.

 
 

O termômetro da economia curitibana subiu junto com a taxa de ocupação dos hotéis. Em outubro, a rede hoteleira da capital registrou 90% de ocupação — o melhor resultado desde a pandemia. O salto é expressivo: 48% em 2022, 53% em 2023, 63% em 2024 e agora um avanço que confirma a consolidação de Curitiba como destino de negócios, cultura e lazer.



Por trás desses números está uma engrenagem que funciona com precisão econômica: o turismo de eventos. Shows nacionais e internacionais, convenções e espetáculos de grande porte movimentam a cidade, enchendo quartos, restaurantes e táxis. Até o início de novembro, já eram 44 eventos de grande porte, crescimento de 37,5% em relação a 2024 — um ritmo que qualquer gestor público gostaria de ver em sua planilha de metas.


O Natal de Curitiba, por sua vez, virou um ativo de peso na balança turística da cidade. Em 2024, o evento atraiu 2,2 milhões de visitantes; para 2025, a projeção é de 2,5 milhões. São 44 dias de programação, mais de 150 apresentações e uma cadeia produtiva que vai do ambulante ao empresário da hotelaria. Não é apenas espírito natalino — é economia pulsando em ritmo de alta temporada.


O setor hoteleiro reflete esse cenário. Jonel Chede Filho, do Hotel Centro Europeu, prevê novamente lotação máxima. “Os meios de hospedagem mais próximos ao centro são os primeiros a esgotar”, explica, lembrando que o movimento também gera vagas temporárias de emprego. Na rede Bristol, o otimismo é semelhante: o head comercial, Paulo Brazil Mazzeo Neto, projeta crescimento acima de 20% na ocupação.


Os dados do Viaje Paraná e do SEHA confirmam o bom momento e indicam que o impacto se espalha além da capital. Segundo Irapuan Cortes, diretor-presidente da entidade, “Curitiba atrai visitantes por seus shows, eventos e festas de fim de ano, e esse movimento beneficia também o Litoral, Foz do Iguaçu e os Campos Gerais”.


Em outras palavras, o turismo deixou de ser um apêndice cultural para se tornar vetor econômico. Com o apoio inédito do Governo do Estado ao Natal da Santos Andrade e a expansão da agenda internacional de eventos, Curitiba assume definitivamente sua posição no mapa do turismo de alto desempenho — onde a cultura gera receita, o lazer cria empregos e o visitante se torna parte da economia local.


Um bom lembrete de que, às vezes, o crescimento econômico vem com luzes de Natal e som de show lotado.

 
 
bottom of page