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Os números mais recentes divulgados pelo Instituto Paraná Pesquisas, em levantamento realizado entre 7 e 11 de novembro de 2025, mostram um cenário francamente favorável ao governador Ratinho Junior (PSD). A pesquisa, encomendada pelo União Brasil, ouviu 1.508 eleitores distribuídos em 65 municípios, seguindo rigor estatístico: margem de erro de 2,6 pontos percentuais e nível de confiança de 95,9%.



O retrato da administração estadual

Quando convidados a classificar o governo, os entrevistados formaram um bloco robusto de aprovação:

  • 36,7% consideram a gestão ótima

  • 37,3% a classificam como boa

  • 18% avaliam como regular

  • 3,2% dizem ser ruim

  • *3,4% a veem como péssima

  • 1,3% não souberam opinar


Somados, os índices positivos alcançam 74%, resultado expressivo para qualquer administração estadual. Já as avaliações negativas — ruim + péssima — representam apenas 6,6%, formando um contraste que, politicamente, reforça o conforto atual do governador no cenário regional.


Aprovação direta

Quando a pergunta é objetiva, sem gradações, o patamar sobe:84,3% afirmam aprovar a administração de Ratinho Junior.A desaprovação aparece em 12,5%, enquanto 3,2% não responderam.


Esse recorte costuma ser ainda mais sensível para avaliar o humor do eleitorado, e mais uma vez os números colocam o governo em terreno sólido.


Metodologia com auditoria reforçada

A pesquisa seguiu o modelo clássico de entrevistas pessoais, com amostragem probabilística e cotas proporcionais a gênero, idade, escolaridade e nível econômico — o que amplia a representatividade. Além disso, houve auditoria em pelo menos 20% dos questionários, garantindo consistência e confiabilidade ao resultado final.


Os dados, analisados isoladamente, reforçam a ideia de estabilidade política e aprovação consolidada. O Paraná, pelo menos neste momento, parece confortável com quem comanda o Estado — e pesquisas como esta ajudam a entender não apenas o cenário atual, mas os movimentos que poderão moldar os próximos passos da política regional.

 
 

Entre linhas que dançam, tecidos que contam histórias e uma criatividade que pulsa como coração de artesão, Curitiba vive aquele período mágico do ano: a corrida final para as Feiras Especiais de Natal. A cidade inteira parece respirar um ar mais doce, e nas praças Osório e Santos Andrade já se sente o cheiro de novidade, laços vermelhos e comidinhas quentinhas prontas para acolher quem passa.



A partir da próxima quarta-feira, 19 de novembro, os dois pontos da Prefeitura se transformarão em vitrines vivas do talento local. Serão 220 expositores, cada um trazendo um pedacinho de si em forma de presente, decoração ou lembrança. É como caminhar por um grande mosaico de afetos e tradições, onde cada barraca tem sua própria alma.


Nos ateliês espalhados pelos bairros de Curitiba, muitas noites têm sido atravessadas à base de café, tecido e imaginação. Em máquinas de costura que não descansam, surgem Papai Noéis autorais, enfeites temáticos e personagens inspirados no universo encantado que acompanha a memória afetiva de tanta gente. São peças criadas desde julho, pensadas para transformar casas, mesas e cantinhos especiais com aquele brilho que só o artesanato natalino sabe trazer.


Além dos tradicionais bonecos que ocupam aparadores e estantes, o símbolo maior do Natal também aparece reinventado em vasos decorativos, perfeitos para dar um toque especial às celebrações. É a criatividade local encontrando novas formas de expressar afeto, alegria e o espírito da festa.


Nas Feiras Especiais, cada artesão entrega não apenas seu produto, mas horas de dedicação, noites viradas e uma paixão que atravessa o ano inteiro para florescer justamente agora — quando a cidade se enfeita para celebrar o encontro, a memória e o calor que vem do feito com as mãos.

 
 

Quando David Coverdale anunciou sua aposentadoria ao som melancólico de “Fare Thee Well”, muita gente sentiu o baque. Eu voltei direto para 18 de setembro de 2019, noite em que vivi — sem saber — o último som do Whitesnake em Curitiba.



Era o festival de Rock Ao Vivo, na Pedreira Paulo Leminski, onde, mesmo quando cai o céu, a gente não arreda o pé. Porque caiu, literalmente. Uma tempestade de chuva e granizos do tamanho de bolas de golf, que parecia saída de videoclipe apocalíptico. O público, firme. Alguns tentavam se esconder em vão. Os casacos, encharcados. Os celulares, inúteis.

Whitesnake, Europe e Scorpions dividiram o palco numa noite que deveria ser histórica — e acabou sendo de um jeito que ninguém imaginava. O Europe nem conseguiu tocar “The Final Countdown”, registrando o único show da vida deles sem o hino final. Até hoje, quando alguém me lembra disso, eu olho pro céu desconfiado.

Lembro que durante o dia, choveu e parou várias vezes. Mas recordo quando Coverdale entrou, com a vibração ainda imbatível e os cabelos secos, a Pedreira vibrou. A volta da chuva ainda era uma promessa como se a tempestade fizesse parte do setlist. Choveu, ele cantou, sorriu, conversou com a plateia, parou de chover, mostrou um pedaço da cuequinha com a bandeira do Brasil, desafiou o clima e passou o que a gente sempre gostou: paixão e entrega.


A banda Europe já não teve tanta sorte. Recordo que tocaram Rock the Night, e depois de estar molhado ao cantar na chuva Walk the Earth, quando começaram com Superstitious choveu tanto granizo, que Joey Tempest tentou continuar, mas nem as caixas de retorno davam vazão aos sons das guitarras. Essa foi a última música da banda em Curitiba. Encerrando o evento cataclísmico, porém em hipótese alguma catastrófico, a banda Scorpions fez um show com a produção técnica precisa alemã, tirando o início de Wind of Changes, que foi um "assofiasco"!

Agora, sabendo que aquela foi a última vez a memória pesa diferente. O granizo virou detalhe cômico; o frio virou folclore; a adrenalina virou lembrança quente. O que fica é a honra de ter visto David Coverdale — nosso eterno “Snakey Lord” — fazer o que poucos fazem: olhar pra carreira inteira, respirar fundo e dizer “fare thee well” do jeito mais digno possível.


Aposentar? Pode até ser. Mas pra quem estava lá naquela noite de 2019, molhado até a alma e cantando Whitesnake sem voz, Coverdale nunca vai embora. Ele só desce do palco. Da história, jamais.

 
 
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